O que é Splitter óptico e como funciona?

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O splitter é o componente responsável por aumentar a ramificação de redes PON através da distribuição de um sinal óptico de uma fibra para outras.

Ele pode ser utilizado nos mais diversos modelos de negócio de provedores de internet e é subdividido em dois modelos de funcionamento: balanceado e desbalanceado. 

No artigo de hoje, falaremos sobre como um splitter funciona e como você pode utilizá-lo em seu provedor de acordo com suas necessidades.

Função de um splitter

Os splitters têm a função de distribuir (ou derivar) as fibras para que a OLT atenda a várias ONTs, sendo fundamental para aplicações ponto-multiponto. 

Esse dispositivo tornou-se fundamental para redes de fibra óptica, uma vez que a expansão desse serviço é constante e a exigência pela entrega de altas velocidades é cada vez maior. 

Com isso, a demanda pelo uso de splitters aumentou, já que ele é o responsável por fazer com que uma única fibra seja capaz de servir vários pontos. Essa aplicação reduz e muito o custo de escalabilidade, expansão e gerenciamento de uma rede de comunicação.

Conforme dissemos, existem dois tipos de splitters: os balanceados e desbalanceados.

Para que você entenda a diferença entre esses modelos e qual deles é o mais adequado para a sua rede, vamos mostrar as características de cada um e quais critérios utilizar para determinar o modelo a ser implementado.

Splitter desbalanceado

O splitter desbalanceado também é conhecido como FBT (Fused Biconical Taper). Ele possui uma porta de entrada e limita-se a duas portas de saída. Para ser utilizado, é necessário que o projeto da rede em questão seja bem elaborado, uma vez que ele é um  modelo de topologia que é utilizado para aplicações bem específicas.

Muitas vezes, o uso do splitter desbalanceado na rede não é recomendável, principalmente considerando as perdas nas saídas que são exclusivas de cada modelo. 

Esse tipo de splitter deve ser escolhido se acordo com o  percentual de acoplamento das fibras, o que faz com que as perdas nas duas portas de saída sejam distintas. 

O modelo desbalanceado possui apenas um tipo de invólucro, com 45mm de comprimento por 3mm de diâmetro.

Quando se utiliza um splitter desbalanceado, é possível trabalhar com uma topologia de barramento, na qual uma única fibra é usada e com o auxílio do modelo desbalanceado se faz a divisão com uma baixa perda na rede. 

Com isso, o restante da rede não é impactado significativamente, já que a maior perda fica localizada no ponto de derivação, que pode ser desde um único cliente ou um splitter balanceado atendendo mais clientes.

Esse equipamento é passivo, ou seja, não apresenta necessidade de gerenciamento ou configuração. Ele gera uma perda variável na intensidade do sinal transmitido. 

Sua vantagem está no gerenciamento da perda de sinal em cada saída, garantindo assim que exista um dimensionamento adequado nos projetos, podendo chegar próximo à distância máxima, referente à potência óptica do SFP conectado à porta PON da OLT.

Sendo assim, o splitter desbalanceado é  a melhor opção para provedores que desejam promover a interiorização do acesso à banda larga. 

Splitter balanceado

O splitter balanceado, também chamado de PLC (Planar Lightwave Circuit), é responsável por dividir o sinal da entrada de forma simétrica nas saídas, fazendo com que ocorra uma perda homogênea. Ele é a opção ideal quando é preciso de mais de duas divisões em uma mesma fibra.

Os modelos de splitter balanceado encontrados no mercado variam de 2 a 128 portas de saída, podendo ter 1 ou 2 portas de entrada. A relação entre entrada e saída pode ser de 1:2, 1:4, 1:8, 1:16, 1:32, 1:64 e 1:128 conforme padronização da ITU-T G.984.2. Sendo que a relação entre entrada e saída de 1:2, 1:4, 1:8, 1:16 são as mais comercializadas por empresas especializadas no mercado de provedores regionais de internet.

O Splitter balanceado é mais indicado para a rede de distribuição de provedores de internet, já que é melhor inserir uma quantidade maior de clientes em uma única porta PON.

Além disso, o modelo balanceado com 2 portas de entrada pode ser escolhido para as seguintes aplicações:

  • Medir a rede ativa com um OTDR PON;
  • Montar uma rede xPON em anel até este nível de Splitter, garantindo uma maior confiabilidade de rede.

Cuidados necessários com o splitter 

Para garantir o funcionamento adequado do splitter, é necessário que ele possua fibras que respeitem a norma G.657. Esta norma especifica que a fibra deve ser insensível à curvatura. Isso garante que mesmo com um ambiente de acomodação de tamanho restrito, ela não perca confiabilidade nem qualidade na conexão.

Além disso, é preciso se atentar à atenuação inserida na rede. 

Ela não deve ficar próxima do limite de funcionamento do equipamento, pois, com o tempo, pode ocorrer a degradação da fibra óptica e a rede parar de funcionar. 

Por isso, garanta que a sua rede esteja bem projetada e que receba manutenção e atualização. Dessa maneira você evita problemas futuros.

Agora que você sabe a importância de um splitter, seus tipos e cuidados, pode utilizar essa ferramenta tão importante na sua rede de forma adequada.

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